Exclusivo: Matheus Von Krüger | Vagalume

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entrevista
HÁ
Há um batuque que não cessa. Como se houvesse um coração em cada música. Há uma turnê pelas revelações de Alice e por aquelas que se esquecem por completo em nossa casa. Há um Leva e Traz desenfreado de amor e sonho. Há uma ginga tonta, um jeito manso, uma poesia ébria que não sei explicar.
Só há.
Há uma densidade lúcida na capa. É quando luz e água se fundem para compor a alma lúdica do Vagalume. Há um “não lugar”. Há um mundo inteiro. Há um mapa que não vai dar a lugar algum. Porque todos os lugares se convergem por aqui.
Só ar.
Música que se molda ao corpo. Corpos que pedem canção. Unhas pintadas com um azul quase pálido. O vestido florido de estampas mexicanas e aquele colarzinho que o pingente é uma gaita afinada em dó. Tudo traduzido na poesia urbano-lírico-bucólica de Matheus Von Kruger, o maestro dos ritmos particulares.
Ouvir “Vagalume” é tão visual que chego a ver um pouco de Frida Kahlo passeando em seus harmônicos. Vejo as cores, vejo o mantra e vejo tudo da confusão sacra de um caleidoscópio. É como se cada canção vestisse uma manta com motivos Tai Dai e pudesse conhecer nossas fragilidades da nuvem de possibilidades onde repousa. E pousa.
Solar.
Matheus Von Kruger. Ou, simplesmente, MVK. O rei da aventura possível. Imerso, submerso e livre, armado até os dentes com seus versos que lembram Caribe, Nordeste e um navio perdido no fundo do oceano.
“Pra quê razão, se o acaso sempre insiste na direção? Faz sentido só quando a gente sente de coração…”.
“Só faz sentido o que é sentido”. Foi uma das frases mais repetidas por Matheus em nosso bate-papo por Skype, promovido pelo Jardim Elétrico. E é esta extrema sensibilidade que quase me obriga a falar menos e me concentrar em pedir que você sinta os elementos naturais de “Vagalume”. Que você sinta a magia pop-carnavalesca de Matheus Von Kruger, este cigano da empatia. Que você sinta.
Soar.
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