
Exclusivo, Lançamento / 09 abr 2026
Lua Fernandes lança “Deságua” e transforma vivência em música
Tem artista que estreia com música.Lua Fernandes estreia com encontro. “Deságua” não soa como um começo solitário, soa como uma construção coletiva, dessas que carregam histórias cruzadas, afetos e caminhos que se encontram no momento certo. E isso aparece na música com uma naturalidade rara. A faixa respira junto.Não existe protagonismo isolado, existe troca. A presença de Thamires Tannous e Gefe Lima não entra como parti cipação decorativa, mas como parte essencial da textura da canção. O tambor conduz, as vozes se entrelaçam, e tudo parece nascer do mesmo lugar, uma escuta profunda. “Deságua” tem corpo, tem chão e tem coletivo.É música que entende que ninguém cria sozinho. A trajetória da Lua, atravessando o Brasil, absorvendo territórios, vivências e espiritualidades, encontra aqui outras presenças que ampliam esse universo. O resultado não é soma, é mistura. E mistura no melhor sentido, quando não dá mais pra separar o que veio de quem. A canção fala de fluxo, de pertencimento, de ser parte de algo maior. E talvez por isso funcione tão bem como obra compartilhada, porque a própria ideia de desaguar já implica encontro. Não é sobre uma voz.É sobre o que acontece quando várias se permitem existir juntas. “Deságua” não tenta se impor.Ela acontece. E quando acontece, você sente. OUÇA:

Exclusivo / 06 jan 2026
Hora do Sabbat abre espaço para novas vozes em 2026
A Hora do Sabbat abre inscrições para o Edital 2026. Ativo desde 2018, o projeto amplia seus chamados e passa a receber propostas não só para o blog, mas também para conteúdos em áudio e criação para redes sociais. Criada por Sarah Mascarenhas, a Hora do Sabbat nasceu no rádio e, com o tempo, virou um espaço vivo de texto, escuta e circulação de ideias. Um projeto que cresce sem perder o cuidado, a escuta e o compromisso com vozes femininas diversas. Fui colunista em 2025 e posso dizer com tranquilidade: é uma experiência rara. Um lugar onde a criação é respeitada, onde existe diálogo real e onde o processo importa tanto quanto o resultado. Escrever para a Hora do Sabbat é fazer parte de algo maior, sem perder a própria voz. Para 2026, o edital seleciona: – colunistas para o blog– criadoras para conteúdos em áudio– criadoras de conteúdo para o Instagram As inscrições vão até 5 de fevereiro de 2026. Mulheres que já participaram podem se inscrever novamente. A nova temporada estreia em março de 2026. Serviço🗓️ Inscrições: 5/01 a 5/02/2026🔗 Edital e inscrições: https://rede.florestaativista.org/oportunidade/544/📲 Instagram: https://www.instagram.com/horadosabbat🌐 Site: https://horadosabbat.com.br Se você escreve, fala, cria, e procura um espaço honesto, esse edital é um bom começo.

Exclusivo, Lançamento / 25 nov 2025
“Xangô Alapalá”, de Zeferina e Mateus Aleluia
Uma canção que não se ouve, se atravessa. Existem músicas que chegam como lembrança e outras como aviso, mas “Xangô Alapalá” chega como presença. Desde os primeiros versos, Zeferina e Mateus Aleluia constroem algo que não soa como uma simples colaboração, e sim como um encontro necessário, quase um ritual. A faixa tem essa energia de quem nasce com destino próprio, guiada por forças que antecedem qualquer estúdio ou arranjo. Zeferina canta com um tipo de entrega que mistura urbano, espiritual e ferida curada, como quem já conversou com dores antigas até elas virarem caminho. A voz de Mateus Aleluia vem como memória acesa, quase uma entidade que narra o que viu e o que ainda vê. Os dois se reconhecem no canto. Há uma firmeza suave ali, uma troca natural entre gerações que entendem a música como território de verdade. Musicalmente, a faixa caminha entre transe e contemplação. Os sopros, a percussão, as texturas eletrônicas criam uma atmosfera em que o sagrado não aparece como algo distante. Ele é respirável, cotidiano, íntimo. É uma música que parece tocar o chão com os pés antes de se elevar. Cada elemento soa como parte de um corpo maior, alinhado com a proposta de cantar o que não se explica. A letra amplia esse sentimento. Não é apenas louvor. É narrativa, memória, justiça. O encontro com Xangô é apresentado como visão e como caminho. A pedreira, a cachoeira, o machado alado, tudo funciona como símbolo vivo de um orixá que vê, sente e corrige. Quando surgem os versos que falam do sangue derramado pela injustiça, o impacto é direto. Não é passado distante, é eco. A viagem final por Kioko, Agê, Daomé, Benin e Oyó costura temporalidades, lembrando que a ancestralidade não está atrás, mas ao lado. E é impossível ouvir essa…

Exclusivo, Lançamento / 10 jul 2025
Luedji Luna: “Antes Que A Terra Acabe”
A música de Luedji Luna sempre foi uma travessia entre mundos, uma fusão sensível de forças que se entrelaçam em busca de algo maior. Agora, com seu quinto álbum de estúdio, Antes Que A Terra Acabe, a cantora e compositora baiana dá um passo ainda mais profundo nessa jornada. Após o lançamento de Um Mar Pra Cada Um – disco que parecia exigir uma imersão paciente, como o mar que se revela aos poucos – Luedji apresenta uma nova fase, marcada pela surpresa e pela ousadia. O álbum chega sem aviso prévio, a menos de um mês de seu antecessor, desafiando as expectativas e reafirmando sua irreverência como artista.. O novo trabalho revela uma Luedji mais íntima e, ao mesmo tempo, mais expansiva. Antes Que A Terra Acabe é um mergulho mais crudo e direto no amor, mas também nas suas contradições, sombras e estranhezas. O romantismo de Luedji se mistura com a realidade de um mundo em constante transformação. O disco, com suas 10 faixas e um elenco de participações especiais que inclui nomes como Seu Jorge, Arthur Verocai, Milton Nascimento, Duda Raupp, Kato Change e MC Luanna, nos transporta para um território onde o pop-soul, o dream pop, a bossa nova e até o trap se encontram com a psicodelia, como se todas as referências se dissolvessem em uma única paisagem sonora. Em contraste com o ritmo mais reflexivo de seu trabalho anterior, Um Mar Pra Cada Um, que se despedia com a promessa de uma experiência que se conquista com o tempo, Antes Que A Terra Acabe é um álbum de fôlego, onde a voz de Luedji chega rápida e certeira, como quem emerge das profundezas e encontra sua própria força. O título, que carrega em si uma urgência silenciosa, parece refletir a vontade da artista de…

3 perguntas, Entrevista, Exclusivo, Nota / 06 jun 2025
3 perguntas para Daya Moraes: o racismo, a arte e a força feminina no novo clipe “Campo Minado”
A cantora e compositora Daya Moraes acaba de lançar o aguardado clipe de “Campo Minado”, a terceira faixa do Projeto XV, que celebra seus 15 anos de carreira. Com uma narrativa sensível e impactante, a canção aborda temas como racismo estrutural, o sentimento de não pertencimento e a luta dos corpos negros por visibilidade no Brasil — especialmente no contexto do sul do país, após a enchente de 2024. Com direção de Lisiane Cohen e Carmem Fernandes, e a participação do rapper Seguidor F., o clipe foi filmado em Porto Alegre e Alvorada, com destaque simbólico para o Morro da Cruz, periferia marcada por resistência e exclusão histórica. A letra é visceral: “Camiseta na cabeça quando criança / Pra fingir que era cabelo liso…” — Um verso que expõe as feridas da rejeição à identidade negra desde cedo, transformando dor em arte e denúncia. Finalista em três categorias do Prêmio Profissionais da Música, Daya reafirma sua força como uma das vozes mais potentes da cena pop e R&B gaúcha — sempre com um olhar atento ao empoderamento feminino e à justiça social. Convidei a artista para responder três perguntas sobre seu novo trabalho, o processo criativo por trás do clipe e sua visão sobre a presença e os desafios das mulheres negras na música e no audiovisual, confira: “Campo Minado” é repleto de imagens pessoais e sociais muito fortes. Como foi o processo de transformar essas vivências em arte? Campo Minado não deixa de ser um processo doloroso, onde consegui colocar algumas vivências em pauta. Nunca será fácil falar sobre isso, e nunca fica mais leve. Foi um desafio, e a coragem de expor tudo isso foi surgindo aos poucos, conforme a equipe que deu vida ao projeto foi se formando e se acolhendo durante nossas reuniões. Foi um momento…
Videoclipes
DUPLA 02 E JUP DO BAIRRO | FAMOZIN
A DUPLA 02 e Jup do Bairro apresenta “Famozin”, canção pop que aborda a fama com uma abordagem lúdica e divertida. Logo quando os primeiros acordes ecoam, é inevitável não...




























